Steve Jobs e o porteiro do Musée d’Orsay 

“Pedem-me que redija um artigo sobre Steve Jobs, Que posso eu dizer que não tenha já sido dito sobre o mentor do Macintosh? Que não tenha já gasto toneladas de tinta ou sido reciclado em electrões? Que o admiro, que idolatro a forma visionária como gere, dizem que com mão de ferro, a companhia detentora da marca com que trabalho? Ou das épicas narrativas de mau feitio, algumas das quais se confundem já com as brumas que envolvem as lendas…

Digam o que disserem, Steve Jobs é um homem que fez amigos em Portugal quando não era ainda mais do que uma promessa da indústria. Quando em horas menos boas se viu apenas rodeado por aqueles que não o abandonaram, fez justiça a essas amizades dos momentos menos bons e a sua única presença “oficial” em Portugal até à data deu-se para a despedida de uma dessas amizades. Mas voltemos à minha escrita…

Esta história não começa exactamente à porta do Museu d’Orsay, mas muito, mesmo muito longe dali, do outro lado do mundo, no hall do Moscone Center de San Francisco. Corria um dos dias da MacWorld, um dos maiores eventos mundiais da Apple, palco dos maiores anúncios de produtos Apple, local para onde convergem milhares de utilizadores e profissionais da marca.

Uma MacWorld é, com a devida escala, e onde quer que a mesma se realize, a Meca da maçã dentada. A feira, as actividades paralelas para o público consumidor ou para os colaboradores da companhia proporcionam momentos ímpares de atracção e o difícil é mesmo conciliar a agenda planeada quase seis meses antes, com as entradas de última hora de clientes ou colegas de profissão provenientes de quase todo o planeta.

E ali estava eu, quase no último dia da MacWorld San Francisco, carregado de pastas, catálogos e merchandising diverso, ajoujado que nem um almocreve de feira, procurando com o olhar um local onde pudesse colocar em ordem algum material, quando alguém grita o meu nome alguns metros atrás de mim. Volto-me subitamente e dá-se a desgraça, a generosa mochila, os sacos e pastas e demais tralha estão espalhados no chão e no meio daquele círculo de papel está um homem agachado a esfregar um tornozelo num esgar de dor.

Baixo-me para o ajudar a levantar e pedir-lhe desculpa e sou eu que fico seriamente preocupado quando reconheço a pessoa a quem involuntariamente acabei de agredir. Era Phill Schiller, um vice-presidente da Apple, aquele a quem apelidamos carinhosamente de “braço direito d’Ele”…

Não me parece que seja muito boa política de Public Relations travar conhecimento com vice-presidentes de qualquer companhia, aplicando-lhe uma valente bordoada, mas tratou-se de um acidente e assim espero que ele o entenda. Trocamos palavras de circunstância, reparo num olhar dele no badge que me pende do peito numa fita e enquanto recupero os meus pertences desejo ardentemente que ele não tenha conseguido ler o meu nome ou o meu país de origem.

Já a caminho do hotel onde pernoitarei, não consigo deixar de pensar no assunto. Imagino o que seria se o acidente tivesse sucedido com Steve Jobs. Amanhã toda a Internet teria parangonas sobre “o tipo que agrediu Steve Jobs” ou qualquer coisa de ainda mais aterrador…

Ainda assim, e apesar de um episódio fortuito, a história conheceu-se internamente. Pelo menos um dos meus superiores manifestou preocupação no sucedido e quis saber pormenores da reacção de Schiller. O assunto acabou por morrer de causas naturais.

Até ao dia em que, dois anos mais tarde, a Apple organizou um evento europeu para colaboradores. No final de um esgotante dia no Palais de Congrés, depois de uma Keynote de Steve Jobs e largos quilómetros percorridos em pavilhões e stands, é-me entregue um convite para um jantar no Musée d’Orsay, um evento de celebração de um qualquer aniversário europeu da companhia.

À hora marcada lá estou, na companhia de milhares de colegas europeus, enfrentado numa fila ordenada o intenso frio que se faz sentir no Quai d’Orsay. Sou surpreendido à porta do museu por uma dupla do Board que não esperava. Ali estão Steve Jobs e Phill Schiller, cumprimentando um por um todos os que chegam, e são como já disse, milhares de pessoas. Vou retendo pormenores mentais desta operação de marketing interno. É inesperado e não é algo que aconteça com regularidade. É um Steve Jobs informal que contrasta com a encenação de uma Keynote, não é esta a imagem que temos dele. A seu lado o habitual Schiller, o bonacheirão simpático que nos habituámos a ver brincar com produtos da concorrência.

Já deambulando de prato na mão, em pleno jantar, volto a encontrar a dupla, fugazmente frente a um Monet. Aceno e estranho não estarem rodeados da habitual equipa de PR’s. É Schiller que olha para mim e diz para Jobs “Hey! this guy wanted to kill me once…”.

Steve franziu o sobrolho, nada percebendo e eu aproveitei a oportunidade para me escapulir. Eu pensava que este assunto estava morto…”

FONTE: Texto publicado em Janeiro de 2008 no Portal VER

TOUCHfacebook App 

TOUCHfacebook é uma aplicação desenvolvida pela ATILab, com a sua primeira versão para uma mesa interativa. Agora foi apresentada numa versão online. É o clássico Jogo da Memória, mas com o diferencial de jogar com as fotos dos perfis dos seus amigos.

Experimenta: TOUCHfacebook

A aplicação é todo desenvolvida em FlashPlatform, AS3 e API do Facebook. A versão da mesa interativa, é desenvolvida em Adobe AIR e SQLite, guardando as pontuações, vitórias e derrotas.

Todas as versões são compatíveis com monitores touchscreen. Brevemente versões para mobile, tablet, Android e iOS :)

 

Experimenta: TOUCHfacebook

Vídeo Apresentação: TOUCHsocial

Carregar imagem perfil Facebook com Flash na Web 

Hoje perdi imenso tempo em tentar descobrir, porque não conseguia carregar as imagens dos perfis do Facebook via Flash URLREQUEST.

Deixo aqui o meu contributo ao developers:

…..
loader = new Loader();
context = new LoaderContext(true);
…..
context.securityDomain = SecurityDomain.currentDomain;
…..
loader.contentLoaderInfo.addEventListener( Event.COMPLETE, onloaded );
loader.load( new URLRequest( filename ), context);
…..

Espero que ajude! Abraços.

Adobe AIR 2.6 disponível para download 

Ontem, dia 21-03-2011, ficou disponível no site da Adobe, a atualização do Adobe AIR para 2.6 com grandes novidades em funcionalidades, nomeadamente no sistema iOS:

- Microphone support on iOS;
- StageWebView on iOS;
- Retina Support on iOS;
- iOS Camera, CameraUI, and CameraRoll Support; Entre outras novidades.

 

Download Runtime

Download SDK

Tudo Diferente 

Eleição do Obama, revolução no Egito, Brasil na vitrine, mídia online maior que mídia offline, 30% da população mundial já nasceu digital, etc, etc, etc.
O mundo mudou. Tudo mudou.
Você está preparado?
Houve um tempo que o acadêmico era regra, hoje temos um valor alto para a intuição. Tom Peters disse “as pessoas gerenciavam como dizia o livro, porém agora elas improvisam como quem reescreve o e-book”.

Meus pais tiveram 2 empregos por toda a vida, a gente está sedento por realizações, por projetos, por movimento.
Antes as estruturas e a burocracia tornavam as empresas sólidas e bem sucedidas. Hoje as alianças ágeis e o “fast fail” parece ser mais adequado.

As reuniões e processos engessados deram lugar para e-grupos onde quem pode chama a responsabilidade para resolver. Uma empresa era voltada a ter funcionários, hoje ela está voltada a ter talentos. Talentos motivados e dando seu melhor. Bem de cabeça e de coração.

A dúvida era uma coisa ruim. Você tinha dúvidas, você era despreparado. Mas a dúvida hoje é vista como um elemento fundamental pra disrupção.
(Doubt, livro da Taxi e Além da Disrupção, livro da TBWA).

Uma passagem do livro “Doubt” diz:
“A dúvida sempre joga dinamite na história e usa seu pensamento fora da lei para nos mover para frente. Alguns a amam, outros a odeiam. Mas ninguém a ignora.”

De novo Tom Peters: “A Contabilidade deu lugar a Inovação.” Antes a gente minimizava a despesa, agora a gente maximiza o valor. Gastamos para contratar os melhores, deslocando os melhores projetos para as melhores pessoas. Tempos atrás vendíamos, hoje seduzimos.

Os produtos, as empresas e as pessoas eram diversas.
Diversificar era o barato. Agora não mais. Agora é posicionar.

No lugar de atender, entrou o motivar e conduzir.
E assim vamos. Empurrando tudo e todos. Ideologias, clientes, projetos.
Só não podemos empurrar nosso sonho com a barriga.

São muitas mudanças, fora tantas outras que já estão absorvidas:
Consumidor em primeiro plano, marcas verdadeiras, buscar sustentabilidade, ambientes menos corporativos e mais pessoais, e tudo que já sabemos.

As vezes me assusto com essas mudanças.
Mas as vezes também me seduzo.
Sem heróis nem vilões, sem certo e errado, o importante é mudar.

São minhas ideias?
Não. São dos autores que leio e do jeito que estou enxergando o mundo hoje.

A Rua é Sensacional. E Tudo é Planejamento.

Fonte: chmkt

Assinatura Digital 

Há alguns dias atrás, precisei recorrer a “Certificados Digitais” para documentos. Hoje encontrei uma ferramenta gratuita online e com toda a credibilidade da Adobe sobre “Assinaturas Digitais”. Será o futuro dos contratos e outros documentos com assinatura digital?

Fonte: Adobe eSignatures Beta

Dica no Flash 

Quantas vezes ficamos segundos a olhar para o “Export swf” na compilação usando “Test Movie” ou mesmo para o projecto final no Flash.

Isso acontece porque existem vários processamentos durante compilação para tratar todos os tipos de erros com avisos por exemplo.

Deixo-vos a dica então para reduzir acentuadamente o tempo de compilação do projecto no Flash, com relatos de redução dos 36-38seg para 8-10seg:

File -> Publish Settings -> Flash Tab -> Script > Settings, desabilite a opção “Warnings Mode”.

No início de um novo projecto, é sempre bom ter habilitado esta opção, para ser notificado dos erros, etc. Mas quando o projecto já está na fase final ou só sendo aperfeiçoado esteticamente, essa dica reduz em muito o nosso tempo de espera. E tempo é dinheiro. :)

Espero que gostem.

Abraços.

Fonte: ByteArray